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Se fosse cardíaca já teria sucumbido, fulminada pelas surpresas da vida. E hoje era um dia tão bom para me finar... lá fora, o sol a iluminar-me o dia... Sim, hoje seria um bom dia para me finar...

 

A surpresa? A surpresa é uma daquelas surpresas que raramente nos acontecem. Verdade! O Delito de Opinião receber-me assim, de uma forma tão amável... Nem dá para acreditar. Um blogue que nos acolhe amavelmente desde o início, que é como chegar a casa, uma casa alegre, onde se ouvem outras vozes animadas, e risos, muitos risos... E onde há filmes e livros, fotografias, histórias de viagens... e onde se trocam ideias e sempre de forma calma e sensata... Uma casa assim é muito útil sobretudo nos meses de inverno, digo-vos já. Os meses de inverno passam a voar, porque aqui é sempre Natal e depois são os Óscares e, quando menos esperamos, pim!, já é Páscoa de novo e o sol volta a  aquecer-nos a alma...

 

E porque é que tem um significado especial? Porque o Pedro foi o primeiro a reparar num rio que começou a navegar há 3 anos... nele vai a Marilyn, o Robert Mitchum e um rapazinho (metáfora de uma família poética), nesse rio às vezes calmo às vezes bravio e livre (a vida).

Obrigada, queridos Delitos! Muito especialmente ao Pedro, mas também à Teresa, à Ana Vidal, à Leonor, e ao João Carvalho. Pelo amável convite e por me terem aturado até hoje. Porque eles sabem que eu sou mesmo chata! Um grande abraço blogosférico!

 

 

 

publicado às 09:42

Este é um simples exercício baseado na observação à distância. À distância no espaço (evitando ver televisão e a sua ficção informativa) e no tempo (projectando-me nos próximos anos).

Assim, e olhando o mais neutral que me for possível, vou classificar os actuais partidos políticos (a ferramenta com que este sistema espera continuar a funcionar) segundo a sua vitalidade e perspectivas futuras.

 

Com a maior vitalidade e melhores perspectivas futuras temos dois:

 

- um é o BE, ainda relativamente jovem (embora a sua ideologia já tenha passado de prazo há muito tempo), mas com a conflituosidade interna suficiente para manter o grupo em combustão mais uns aninhos. Além disso, não esquecer que estes últimos anos criaram uma situação de tal forma desequilibrada e caótica que a sua mensagem rebelde irá pegar numa parte significativa da população, era inevitável. O abuso e a arbitrariedade provocam reacções semelhantes no sentido contrário. Parece-me que essa população será sobretudo jovens e adultos até à meia-idade, e sobretudo funcionários públicos. Uns, para aceder ao estado empregador e protector, outros para manter a sua estabilidade profissional.

 

- outro é o CDS, um partido que amadureceu e só espero que não endureça (as artérias do coração, sobretudo), porque as reacções a abusos e arbitrariedades podem levar, de forma não prevista ou pretendida, a novos abusos e a novas arbitrariedades. Um grupo muito activo e muito eficaz, no parlamento e fora dele. A atrair os mais jovens, mas a saber proteger os mais velhos. E com uma mensagem que permite aos activos, sobretudo aos empreendedores, no privado, respirar finalmente: é o único que considerará reduzir impostos para reanimar a economia (que está mais do que estagnada, está em coma profundo, mas isso ninguém nos dirá).

 

Com reduzida vitalidade e as piores perspectivas futuras temos outros dois:

 

- um é o PS. Teve diversas oportunidades de provar o que valia ao longo destes já 3o e tal anos (depois do PREC, evidentemente) e mesmo únicas depois da intervenção (ilegítima, a meu ver) do Presidente da altura (2005) até hoje. Outra oportunidade não terá tão cedo e entretanto a sua cultura, já identificada, criou anti-corpos e alergias na população em geral. Programas que não são para cumprir, anúncios de projectos que ficarão pelos anúncios, leis e regras que não são para respeitar, abandono e desertificação de metade do território, desequilíbrios económicos e sociais, abusos no exercício do poder, destruição das áreas-chave da economia, dívida pública galopante e liofilização do contribuinte. Aliás, liofilização de praticamente todo o país. Bem, se desfiasse aqui o rosário, nunca mais daqui saía. Palavras-chave: destruição, desperdício, negligência, abusos, arbitrariedade, megalomania, publicidade, marketing, superficialidade, boçalidade, agressividade. Quem se agarra ao PS? Sobretudo o funcionalismo público, empresas públicas, todos os que vivem do estado. Aqui temos a meia-idade e os reformados. Para manter os seus privilégios. Os jovens irão debandar, a pouco e pouco, para outras paragens.

 

- outro, é o PSD. A sua história ficou-se por Sá Carneiro, depois disso a mediocridade. Essa é a sua dimensão, a da mediocridade. Perdida a sua última oportunidade de ver insuflada alguma genica e autonomia, que surgiria com Paulo Rangel, apostou no rapazinho. Tudo bem. Benefício da dúvida, teste, nada. Passado o benefício da dúvida, vemo-lo trair o contribuinte-eleitor e dar uma mãozinha, nas suas costas (do contribuinte-eleitor) ao PS para o esmifrar uma vez mais. E o que lhe exige em troca? Reduzir a despesa do estado? Parar as obras megalómanas? Nada. Serão os representantes financeiros (alguns) e outras vozes da chamada sociedade civil a colocar alguns travões no disparate total. É por isso que considero que os partidos deixaram de liderar as grandes questões da nossa vida colectiva, porque insistem em manter-nos na ficção, para manter, está claro, os seus privilégios. Agora bem pode o rapazinho erguer a voz em pose de actor de cinema (isto pode dar-lhe alguns votos pueris, é certo) num qualquer palanque, que já não convence ninguém, só os do clube. Na hora da verdade, sabemos que não está lá, como não esteve. Na hora da verdade, sabemos que não dá conta do recado. Claro que, como disse, ainda verá uma janelinha surgir nas próximas eleições, mas vejamos: já viram como o PS deixou o país desmantelado? A todos os níveis? Acham que é um rapazinho com pose de actor de cinema que irá saber liderar uma equipa, por melhor que seja? E mesmo a equipa não está garantida!? Será um reinado curto. Quanto às idades que atrai, sobretudo meia-idade e reformados, a meu ver. Tanto do público como do privado. Nele se tentarão segurar para manter a protecção social (por isso a sua insistência nesta palavra-chave, o estado social). Não serão capazes de riscos, por isso não escolheram Paulo Rangel. E por isso também não terão futuro, porque estão fincados no passado. Por isso também se agarrarão à ficção.

 

Finalmente, um partido com previsões seguras, vitalidade mediana e longevidade garantida:

 

- o PCP, pela sua coesão como grupo. Este fenómeno tão português irá manter-se, apesar de tudo. Nele cabem todas as gerações, o que é incrível. Mesmo mantendo a mesma mensagem ainda terá ouvintes pelas razões já referidas a propósito do BE, lembram-se? Abusos e arbitrariedades geram reacções contrárias. E será assim enquanto não sairmos deste buraco. E isso ainda irá demorar algum tempo.

 

 

publicado às 09:43


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